A melhoria genética suína está organizada como uma pirâmide com três estratos: seleção, multiplicação e produção. Na multiplicação cruzam‑se os animais de cada uma das raças puras maternas, procedentes dos núcleos de seleção, para produzir as fêmeas cruzadas que posteriormente se utilizarão na produção. Por sua vez, na fase de produção, estas fêmeas cruzam‑se com machos selecionados de uma terceira raça, ou com machos cruzados que podem ter uma diferente composição genética. O cruzamento é pois, uma ferramenta genética imprescindível e muito útil para aumentar a eficiência na produção suína.
Um esquema de cruzamento permite aproveitar os efeitos positivos da heterose (Gregory, 1999) e combinar as aptitudes complementares das raças puras.
Por outro lado, o valor genético melhorante (aditivos) de cada indivíduo obtém‑se, geralmente, através da metodologia BLUP (siglas inglesas que correspondem a: melhor (B) preditor (P) linear (L) não‑viesada (U), baseadas nas equações do modelo misto (Henderson, 1973).